O Terror dos Corsários: As muralhas cegas de Buarcos e os dias em que os piratas deitaram fogo à costa portuguesa

A tranquilidade atual da pitoresca vila de Buarcos, com os seus barcos coloridos e esplanadas viradas ao pôr do sol, esconde um dos passados mais violentos e aterrorizantes de toda a costa portuguesa. Aqui, viver de frente para o mar nem sempre foi um luxo; durante séculos, foi uma autêntica roleta russa.

O Alvo no Horizonte

Nos séculos XVI e XVII, a riqueza gerada pela pesca, pelas salinas e pelo comércio fluvial do Mondego atraiu a pior escória dos mares. Piratas ingleses, corsários franceses e piratas berberes (do Norte de África) viam na costa figueirense um alvo fácil. Os ataques eram noturnos, rápidos e devastadores: pilhavam-se mantimentos, incendiavam-se embarcações e dezenas de homens e mulheres eram raptados para serem vendidos como escravos nos mercados de Argel.

Anúncios Relacionados

As Muralhas Cegas

Para travar este banho de sangue, ergueu-se a Fortaleza de Buarcos. Se olhar com atenção para as ruínas e para o casario mais antigo da vila, notará uma característica arquitetónica defensiva fascinante: as “muralhas cegas”. Durante séculos, as casas foram construídas sem janelas voltadas diretamente para o mar no piso térreo.

A população vivia entrincheirada, protegendo-se da artilharia naval e dificultando as invasões terrestres dos corsários. As ruínas da fortaleza de Buarcos são, hoje, o testemunho mudo da resiliência heroica de uma comunidade de pescadores que se recusou a entregar a sua terra aos demónios do mar.

Anúncios Relacionados

Impulsione o Seu Negócio!

Crie o seu anúncio grátis ou registe a sua empresa no maior diretório nacional.

Dê o salto para o sucesso!

Junte-se a milhares de empresas e profissionais. Crie o seu anúncio hoje mesmo no LinkGente.

+ CRIAR ANÚNCIO AGORA

Bem-Vindo!

Pretende ativar a geolocalização para lhe mostrarmos as notícias, anúncios e empresas mais relevantes da sua região?

+

LinkGente Assistente

Sempre disponível